
Ministro Alexandre de Moraes em sessão no STF (Foto: Instagram)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que há uma "finalidade político-eleitoral" no pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça contra ele. A questão será avaliada pelo plenário da Corte nesta terça-feira, dia 15 de setembro.
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Em um despacho realizado na noite de segunda-feira, 14 de setembro, Moraes listou 121 pontos para solicitar a anulação do relatório da Polícia Federal que indicava diálogos entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre investigações em andamento. O principal argumento é que o pedido de Mendonça teria motivações políticas.
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“Existem inúmeros elementos que provam que a decisão nula, dada de ofício pelo Ministro André Mendonça, sem ouvir o Ministério Público ou a provocação da Polícia, foi deliberadamente direcionada pelo Ministro relator para montar uma verdadeira farsa incriminatória com finalidade político-eleitoral”, afirmou.
Moraes argumenta que o procedimento foi utilizado próximo às eleições para favorecer um grupo político e incriminar falsamente membros da Corte. Ele lembra que o relatório foi tornado público por Mendonça na semana anterior ao feriado da Independência, sendo usado por candidatos à Presidência em comícios.
O ministro também destacou um vídeo feito por Mendonça. Em 4 de setembro, Mendonça divulgou um vídeo agradecendo aos membros da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, onde é pastor, pelas mensagens de “oração e carinho” enviadas a ele.
“Por motivos político-eleitorais, houve direcionamento do magistrado relator para incriminar colegas do STF, assim como o Presidente do Senado Federal, e favorecer determinado grupo político nas eleições de outubro de 2026. Isso inclui o vazamento pelo próprio relator na semana que antecedeu o 7 de setembro, como tentativa de impulsionar os comícios de um determinado grupo político, reforçado pela gravação de um vídeo nas redes sociais pelo próprio Ministro relator, na véspera dos comícios de 7 de setembro, um fato inédito na história do STF”, declarou Moraes.
André Mendonça foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto Moraes foi o relator da ação dos atos golpistas que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão. Moraes aponta que sua atuação nesse processo é a razão para a suposta “farsa”.
“Apesar da farsa montada e divulgada, não há absolutamente nada, e todos sabem da motivação político-eleitoral dessas mentiras criminosas. VINGANÇA. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito”, afirmou. “A tentativa de Golpe não se encerrou em 8 de janeiro de 2023, apenas mudou seu modus operandi”, completou.







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