
Escapes de urina na corrida: comum, mas tratável (Foto: Instagram)
Os escapes de urina podem ocorrer durante atividades físicas. Apesar de serem relativamente comuns, não devem ser vistos como normais no contexto do exercício, do envelhecimento ou de certas fases da vida, segundo o ginecologista Guilherme Henrique Santos.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Conforme explica o médico, durante exercícios de impacto, há um aumento da pressão abdominal que é transmitida à região pélvica. O assoalho pélvico tem a função de sustentar os órgãos da pelve e manter a uretra fechada.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
“Quando a musculatura não responde adequadamente a esse aumento de pressão, pode ocorrer a perda involuntária de urina. Isso não quer dizer que haja necessariamente uma alteração significativa na força muscular”, ressalta Guilherme.
O ginecologista destaca a importância de distinguir entre algo frequente e o que é considerado normal. “A perda urinária durante o exercício é comum entre mulheres, mas não precisa ser vista como uma consequência inevitável da corrida, do envelhecimento ou da maternidade.”
SINAIS DE ALERTA
Guilherme Henrique Santos, ginecologista da Onne Clinic (RJ), recomenda procurar assistência médica se os escapes se tornarem frequentes, aumentarem de intensidade ou interferirem na rotina.
“Um sinal importante é quando a pessoa evita certos exercícios, reduz a intensidade dos treinos ou até abandona uma atividade que gosta por medo de perder urina.”
Também é fundamental observar outros sintomas urinários associados ou verificar se realmente se trata de incontinência urinária de esforço.
TRATAMENTOS
O tratamento depende da causa, intensidade dos sintomas e características individuais de cada mulher, segundo o médico.
“A fisioterapia pélvica é crucial, pois trabalha a musculatura do assoalho pélvico, desenvolvendo força, resistência e, principalmente, capacidade de contração e coordenação adequadas”, afirma Guilherme. O treinamento supervisionado dessa musculatura é uma das principais estratégias de tratamento.
O fortalecimento do core também pode ajudar, comenta o profissional. “O objetivo é melhorar a estabilidade e a coordenação da região central do corpo durante os movimentos, especialmente em atividades que aumentam a pressão abdominal.”
Guilherme ainda menciona o uso do laser de CO₂ como parte do tratamento. Em relação à atividade física, não é necessário abandoná-la definitivamente.
“O mais importante é não deixar que o escape seja motivo para abandonar uma atividade que faz bem para a saúde. Se a mulher está perdendo urina durante a corrida, isso é um sinal para investigar e tratar, não uma razão para parar de correr”, conclui.







Leave a Reply