
O advogado Willer Tomaz viajou aos Estados Unidos na semana passada e afirmou que não fala com Flávio Bolsonaro desde domingo, segundo o relato. Os dois estão proibidos de se comunicar por determinação do ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Instagram)
Investigado pela Polícia Federal (PF) ao lado do amigo Flávio Bolsonaro (PL), o advogado Willer Tomaz se antecipou a uma possível decisão do ministro Alexandre de Moraes que pudesse afetá-lo e viajou aos Estados Unidos na semana passada.
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Agora, ele está acompanhado do senador e candidato derrotado à Presidência da República, que deixou o Brasil entre ontem (26/10) e hoje (27/10).
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Em um contato rápido com a reportagem, Willer afirmou que não fala com Flávio Bolsonaro desde domingo. Questionado se já tinha uma data para voltar ao Brasil, respondeu de forma direta: “Aí não é da sua conta”.
Por precaução, também perguntei se o advogado continua em Miami, como revelou a coluna de Milena Teixeira na semana passada. “Também não é da sua conta”, respondeu.
Eventuais contatos entre Flávio e Willer, porém, são assunto da Polícia Federal, já que os dois colegas de viagem estão proibidos de se comunicar desde segunda-feira (26/10), por determinação de Moraes.
O ministro também ordenou o cancelamento dos passaportes de Willer, incluindo um documento diplomático, e a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as companhias ligadas a ele.
Moraes ainda determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além do bloqueio de bens e da interrupção das atividades econômicas da empresa Alcazar, de Willer, da qual Flávio Bolsonaro era “usuário master”.
Esse suposto acesso à conta bancária de uma empresa de Willer, investigado por supostamente usar apostas para lavar dinheiro, levou à inclusão de Flávio nas investigações remetidas ao STF no início do mês, que ficaram sob responsabilidade de Moraes.
O risco de Flávio fugir, seguindo os passos do amigo investigado e do irmão Eduardo, levou Moraes a determinar, na segunda-feira (26), que o senador entregasse os passaportes em 24h. Flávio fugiu para os EUA antes que a ordem judicial fosse cumprida.
As demais notas e reportagens da coluna publicadas hoje podem ser acessadas na coluna de Demétrio Vecchioli.
Tags: Estados Unidos (EUA), Flávio Bolsonaro







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