
Autoridade municipal presta esclarecimentos à imprensa sobre o desabamento na Penha (Foto: Instagram)
Uma servidora da Prefeitura de São Paulo será afastada do cargo por 30 dias após ter atestado falsamente que uma construção no terreno onde um prédio desabou na madrugada de sábado (12/9), na zona leste, havia sido demolida. De acordo com o procurador-geral do município, Daniel Falcão, a demolição não foi realizada.
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Falcão destacou que o afastamento é necessário para que a Controladoria-Geral do Município investigue como o documento foi emitido e qual o papel da servidora nesse processo. "Vou determinar o afastamento dessa servidora por pelo menos 30 dias para auxiliar na investigação. Ela não pode permanecer no cargo para não interferir na investigação interna", afirmou.
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O desabamento na Rua Tequici resultou na morte de duas mulheres, uma delas grávida. Um homem de aproximadamente 30 anos e uma criança de 7 anos foram resgatados com vida e levados para atendimento médico. Até o início da tarde, quatro pessoas permaneciam soterradas: uma criança, um casal e outra mulher.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, informou que um documento assinado em fevereiro de 2024 por uma funcionária da Subprefeitura da Penha declarava que a demolição havia sido "efetuada em sua totalidade" e que uma nova construção estava em andamento no local. O procurador-geral também relatou que o advogado da construtora verificou que a estrutura não foi demolida.
A Polícia Civil está em busca dos responsáveis pela obra, que, segundo Nunes, são pai e filho. O filho, além de proprietário, era o engenheiro responsável pela construção. A busca ocorre após a Prefeitura identificar que a demolição determinada anteriormente não foi cumprida.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o prédio desabou sobre uma casa na Penha. As imagens mostram o desmoronamento por volta da 1h58, não havendo ninguém no imóvel em obras no momento da queda. Quatro pessoas foram retiradas dos escombros até o início da tarde, duas delas sem vida. Entre os sobreviventes, uma menina de 5 anos foi resgatada. O pai, Herbert Chino, ainda aguardava a retirada de outra filha, de 7 anos, e da esposa. "Alguém tem que responder por isso", disse ele.
A Defesa Civil não confirmou se as chuvas em São Paulo contribuíram para o desabamento. A obra era da construtora New Home, cujo advogado, Alexandre Sampi, afirmou que a construção estava regular e possuía alvará. O prédio havia sido embargado, mas o embargo foi revogado.







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