
Protesto anti-Lula termina em confusão na UFRN, em Natal (Foto: Instagram)
Um protesto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência, resultou em tumulto e briga generalizada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. O evento ocorreu nesta segunda-feira (19/10) e deixou pelo menos um estudante ferido, além de danificar um portão do campus central.
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Intitulado “Vire à direita: UFRN anti-Lula”, o ato foi organizado pelo movimento Direita UFRN e contou com a presença do deputado federal General Girão (PL-RN), da vereadora de Natal Camila Araújo (PL) e de Renato Cunha Lima, presidente estadual do Novo.
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Os organizadores criticaram o governo federal por cortes no orçamento da educação e problemas nas universidades, utilizando um boneco inflável de Lula como presidiário e carros de som. A manifestação começou por volta das 16h, durante o horário de aulas, e gerou reações dos estudantes.
Trocas de provocações evoluíram para agressões físicas, com empurrões, socos e arremesso de objetos. Professores tentaram intervir formando uma barreira para separar os grupos. Um estudante de Jornalismo teve um dente e os óculos quebrados. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o número total de feridos.
O episódio interrompeu atividades acadêmicas e algumas provas foram suspensas, segundo relatos.
GENERAL GIRÃO RESPONSABILIZA OPOSITORES
O deputado General Girão, em vídeos nas redes sociais, culpou manifestantes de esquerda pelo confronto. Ele afirmou que um estudante conservador teve o carro danificado e um aliado foi atingido por uma pedra.
A deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) condenou a participação do deputado no ato, afirmando que acionará o Conselho de Ética da Câmara. Ela criticou a presença de um parlamentar em um evento que incitou agressões físicas entre estudantes, destacando que a universidade deve ser um espaço de conhecimento e democracia.
ESTUDANTES REPUDIAM MANIFESTAÇÃO
A Associação de Pós-Graduandos e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRN repudiaram o ato, classificando-o como uma manifestação "pró-fascismo". As entidades destacaram a importância da universidade como um espaço de pluralidade de ideias e condenaram manifestações que promovam intolerância e violência.
Até o momento, a UFRN não se pronunciou oficialmente sobre o incidente.







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