
Amigas experimentam o skin flooding em frente ao espelho (Foto: Instagram)
O skin flooding está em alta e se tornou uma das tendências de beleza mais procuradas no TikTok, mas especialistas alertam sobre os potenciais riscos. Essa técnica envolve a aplicação de várias camadas de produtos hidratantes sobre a pele úmida, prometendo um aspecto mais luminoso, viçoso e hidratado.
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A dermatologista Letycia Lopes, especialista em dermatologia estética e medicina regenerativa na Clínica Veona, afirma que a técnica pode ser benéfica quando usada corretamente, mas seu sucesso depende mais das necessidades específicas de cada pele do que da quantidade de produtos aplicados.
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“Aplicar ativos hidratantes sobre a pele ligeiramente úmida pode ajudar a reter água e a restaurar a barreira cutânea. O problema surge quando a técnica é vista como uma solução universal, sem qualquer personalização. Nem toda pele necessita de múltiplas camadas de produtos para se manter saudável”, explica a especialista.
Letycia destaca que o excesso de camadas pode prejudicar a pele, especialmente em pessoas com pele oleosa ou acneica, que podem sofrer com aumento da acne, irritações e danos à barreira cutânea.
“O excesso pode levar à obstrução dos poros, aumentar a oleosidade, causar irritações e até desencadear crises de acne. O skincare deve ser adaptado às necessidades individuais, não ao que está viralizando nas redes sociais”, comenta.
A médica também expressa preocupação com protocolos que viralizam nas redes e são seguidos sem orientação profissional. “O skin flooding exemplifica essa tendência. Embora tenha fundamentos na hidratação, sua popularização fez com que muitos adotassem rotinas extensas sem considerar fatores como idade, tipo de pele, sensibilidade ou condições dermatológicas pré-existentes”, ressalta.
Letycia acredita que as redes sociais podem ser aliadas da saúde da pele e da beleza, incentivando o autocuidado, mas adverte sobre a necessidade de cuidado com informações incompletas ou infundadas.






