
Sepultamento do casal assassinado no Gama (Foto: Instagram)
Os corpos de Leonardo de Oliveira Campos, de 42 anos, e Raiane Lins Farias Campos, de 38 anos — que foram assassinados a tiros em um condomínio na Ponte Alta, no Gama (DF) — serão sepultados neste domingo (19/7).
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O velório e o enterro ocorrerão no Cemitério Jardim Metropolitano Parque do Angico, em Santo Antônio do Descoberto (GO), começando às 9h, com o sepultamento programado para as 11h.
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Entenda o caso
- Na manhã de sexta-feira (17/7), o casal foi encontrado morto no quintal de casa, na área da Ponte Alta (DF);
- Evandro Gabriel Ferreira, um empresário de 60 anos, foi detido como suspeito do duplo homicídio;
- Informações sugerem que o crime pode ter sido motivado por uma disputa entre vizinhos, com um muro sendo a principal razão do conflito entre Evandro e as vítimas;
- Moradores relataram ter ouvido tiros na tarde de quinta-feira (16/7), por volta das 15h;
- Em seu depoimento, Evandro negou envolvimento nos assassinatos e afirmou desconhecer o autor dos crimes.
PRISÃO PREVENTIVA
Neste sábado (18/7), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu manter a prisão de Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, suspeito de assassinar o casal.
De acordo com a decisão judicial, obtida pelo Metrópoles, "a gravidade da conduta […] demonstra risco efetivo à ordem pública". A decisão também afirma que "as medidas cautelares alternativas à prisão são inadequadas e insuficientes diante da gravidade concreta dos fatos investigados".
BRIGA POR MURO
Durante o depoimento após ser preso, Evandro confirmou que tinha desavenças com Leonardo por conta de um muro que separava as propriedades, mas declarou que a questão já havia sido resolvida. Segundo ele, a última disputa entre os dois foi sobre uma calçada no condomínio.
"Foi porque ele [Leonardo] foi lá, destruiu toda a minha calçada, e eu tomei as medidas corretas. Liguei para a polícia, eles chegaram e, em determinado momento, quando estávamos só eu e ele tentando negociar, ele me pediu uma propina de R$ 50 mil e eu recusei", relatou.
Evandro afirmou não ter relatado a suposta extorsão aos policiais porque não havia gravado a conversa. "Mas eu não me importei com essa propina de R$ 50 mil, eu apenas disse: 'infelizmente, não vou fazer isso, porque você está destruindo o que é meu'", acrescentou.







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