
Pessoa com a mão apoiada na barriga inchada enquanto lê um livro. (Foto: Instagram)
Todos já experimentaram aquela sensação de estufamento depois de comer. Essa condição pode ter diversas causas, desde os alimentos consumidos até problemas gastrintestinais mais sérios, como a infecção pela bactéria H. pylori. Alguns hábitos durante as refeições também podem contribuir para essa sensação.
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Em conversa com a coluna Claudia Meireles, a gastroenterologista Maria Júlia Colossi explica que, muitas vezes, o inchaço abdominal está relacionado a como e o que comemos.
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“Comer rapidamente, falar enquanto mastiga e mascar chicletes aumentam a ingestão de ar, o que pode causar estufamento. Alimentos como feijão, brócolis, cebola e bebidas gaseificadas também podem aumentar a produção de gases”, explica a médica.
Além dos hábitos, os FODMAPs — um grupo de carboidratos de cadeia curta e adoçantes que não são bem absorvidos no intestino delgado — também contribuem para o inchaço abdominal. Segundo a médica, esses carboidratos podem ser fermentados por bactérias no intestino grosso.
Veja quais alimentos fazem parte desses grupos:
- Oligossacarídeos: feijão, lentilha, cevada, trigo, grão de bico e ervilha;
- Dissacarídeos: leite de vaca, iogurtes, queijos frescos e sorvete;
- Monossacarídeos: maçã, manga, pera, melancia, xarope de milho e mel;
- Polióis: amora, cereja, pêssego, ameixa e cogumelos.
Embora o estufamento esteja relacionado à distensão do estômago e à produção de gases, a persistência desses sintomas requer atenção médica. “O sintoma pode indicar condições como intolerância à lactose, síndrome do intestino irritável, dispepsia e até mesmo infecção pela bactéria H. pylori”, completa a médica Maria Júlia Colossi.
Sintomas como dor intensa, vômitos frequentes, sangue nas fezes, perda de peso inexplicada, anemia ou dificuldade para evacuar e eliminar gases são sinais de alerta e devem ser investigados o mais rápido possível.







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