Locktober: sexóloga explica fetiche e alerta sobre riscos de gaiolas de castidade

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Prática de Locktober destaca o uso de gaiolas de castidade e chaves como símbolo de controle erótico no BDSM (Foto: Instagram)

Conhecida como Locktober, essa prática fetichista ocorre em outubro e sugere que homens utilizem gaiolas restritivas para "trancar" o próprio pênis. A proposta está ligada à fantasia sexual de castidade, onde os parceiros, chamados de keyholders, ficam com a chave. Este fetiche é parte do universo BDSM.

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De acordo com a sexóloga Stephanie Seitz, a excitação nesse contexto vem da ideia de esperar para ter relações sexuais. O homem mantém o desejo, mas opta por adiar sua satisfação. Ela destaca que para alguns homens, o sexo está sempre associado a desempenho, ereção e ejaculação. No fetiche, a lógica muda e o controle se torna parte da experiência erótica.

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Por ser uma prática do BDSM, o Locktober pode envolver dinâmicas de submissão e dominação. Stephanie menciona outras possibilidades como o "tease and denial", onde a excitação é estimulada mas o orgasmo adiado, ou um desafio pessoal de disciplina sem envolvimento de outros parceiros.

A especialista alerta sobre os riscos físicos como feridas, inchaço e comprometimento da circulação devido ao uso prolongado das gaiolas. Ela também ressalta a importância de estar atento ao emocional, pois o prazer em entregar o controle não deve se transformar em medo ou obrigação.

Por fim, Stephanie desmistifica a ideia de que reter sêmen aumenta a testosterona ou traz benefícios biológicos. Não há comprovação científica para essas promessas. As mudanças percebidas durante a abstinência são subjetivas e não indicam superpoderes biológicos.

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