
Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, defende ajustes em programas sociais e novas escalas de trabalho (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, propõe mudanças nos programas sociais para que os beneficiários possam ingressar no mercado de trabalho sem perder imediatamente os auxílios, em resposta ao fim da escala 6×1.
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Em entrevista, Roscoe destacou que as regras atuais afastam parte da população do emprego formal e podem intensificar a escassez de mão de obra, situação que ele acredita ser agravada pela redução da jornada semanal aprovada recentemente pelo Senado.
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A Emenda Constitucional aprovada pelo Congresso diminui a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, e garante duas folgas remuneradas. Para Roscoe, essa mudança, aliada à falta de profissionais, reduzirá a oferta de produtos e serviços, pressionando preços e diminuindo o poder de compra. Ele afirmou que "a população toda vai ficar mais pobre".
Na visão de Roscoe, os primeiros impactos serão sentidos no setor de serviços, onde a mão de obra representa uma parte significativa dos custos e a concorrência externa é limitada. Ele prevê que empresas como restaurantes e supermercados repassarão custos aos consumidores ou aumentarão preços para equilibrar a oferta reduzida.
Roscoe mencionou que a Fiemg orientará empresas na criação de novas escalas e na mitigação de riscos jurídicos durante a adaptação. A entidade também incentivará a adoção de tecnologia para reduzir a dependência de mão de obra. Entretanto, ele ressalta que a automação tem limites e não resolverá a necessidade de formação de profissionais a curto prazo.
Além disso, a Fiemg buscará manter a jornada 12×36 em setores que operam 24 horas, como hospitais e serviços públicos. Roscoe considera o período de transição curto e afirma que serão necessários ajustes na legislação e em acordos coletivos para evitar dificuldades na manutenção de plantões e turnos contínuos.







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